Lab Território Criativo – Primeiras Impressões

Nunca gostei de analisar algo durante seu processo… mas acho fundamental compartilhar algumas impressões daquilo que estamos vivendo aqui no Lab Território Criativo!

Há uma enorme satisfação quando uma convidada (e praticamente todas o fizeram) diz: “que grupo bom, participante e que tem conhecimento sobre o que querem saber”! E, por outro lado, quando uma participante diz: “eu nunca tinha pensado em perguntar isso pra ele”.

Por que digo isso? Quando recebi o convite para coordenar a formação no segmento musical, topei porque estou num momento de dedicação à Educação! E, junto à minha equipe de pesquisa nessa área, sob a mentoria de José Pacheco, fica muito nítido que todos somos educadores e que podemos aprender em qualquer lugar.

A fota ilustra nossa roda com Arthur Fitzgibbon, responsável pela OneRPM na América Latina. Muitas ideias, várias respostas, algumas tarefas e tantas outras perguntas norteadoras para ações de cada um dos empreendimentos…

Lab Território Criativo é uma etapa de desenvolvimento de empreendimentos, neste caso, da música. Para mais: https://www.facebook.com/pg/territoriocriativodf e https://www.territoriocriativodf.com.br/

A gente se deu tão bem

A gente se deu tão bem: relato sobre o trabalho coletivo
20 de setembro de 2017

Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

[mobília em casa] Sobradinho
Mobília em Casa: filme certo na hora errada. Foto: Gui Campos
Posso dizer que vivi um período dos sonhos. Visitei mais de 100 cidades, conheci milhares de pessoas e pude ver a alegria em cada uma delas. Os dias não foram fáceis, mas fazia o que amava. E o melhor, isso fazia sentido pra mim, para o nosso grupo de trabalho e, consequentemente, para essas milhares de pessoas!

Sim, este relato fala sobre a banda Móveis Coloniais de Acaju. Pode ser que você não a conheça, ache esse nome uma das coisas mais esquisitas que ouviu e tampouco interesse-se sobre. Mas adianto, este texto pode ser muito interessante! Inspirei-me em leituras sobre Educação (área à qual apaixono-me cada vez mais), principalmente no seguinte trecho assinado coletivamente pela Escola da Ponte.

Talvez por influência de um cotidiano feito de solidariedade, talvez porque a multiplicidade das interpretações suscite um canto a várias vozes, este texto não poderia deixar de ser coletivo. Se houve quem escrevesse uma folhinha, outros colaboraram com algumas linhas, um olhar, um sorriso de acordo, um silêncio. E, porque o todo é um só, o registro surge encadeado e na primeira pessoa…

Identificação à primeira vista! E, como aqueles filmes da vida que passam num pequeno instante, pude sentir novamente um pouco da emoção de ter participado desse grupo musical. Do sonho, dos planos e da satisfação gerada ao fim de show… que sensação boa era aquela! Sei que talvez nunca a sinta novamente, mas tenho orgulho de ter vivido isso.

Por que o trecho acima me inspirou a escrever?! Admito, acho que o período dos sonhos não compreende toda a história da banda (considerando o período 1998-2016) e nem durante toda a minha jornada  junto ao grupo (2004-2016). É difícil definir o momento, mas talvez seja adequado considerá-lo durante o ciclo que chamarei de C_mpl_te (mais ou menos compreendido durante os anos 2007 e 2011).

O nome do ciclo faz referência direta ao segundo disco. Chegamos a ele porque este foi o período onde buscamos estabelecer um processo real de coletividade: entre nós, entre os agentes de mercado e, principalmente, o público. Nessa época, estávamos tão envolvidos, que era com felicidade que, às vezes, ouvíamos alguém assobiando a melodia da música O Tempo, bem antes mesmo de trabalhar seriamente nela. Às vezes, na saída do ônibus, após 12 horas de viagem, alguém cantava: “a gente se deu tão bem”… e isso trazia um ar otimista.

Tínhamos, ali, um sonho! Viver para a música, por meio de uma relação de alegria com nosso público. A cada encontro, a felicidade reinaria. Isso contagiava, fez com que produzíssemos clipes, viajássemos durante horas desbravando nosso gigante país em busca desses momentos com essas milhares de pessoas. Fosse em Rio Branco (AC) ou em Nova Porteirinha (MG), Santa Maria (RS) ou Campina Grande (PB)…

Amávamos o que fazíamos! Isso rendeu prêmios, mais shows, música em novela, viagens ao exterior, capa de revista, a Revolta do Acaju, novas amizades e um turbilhão de emoções. As contas eram apertadas, mas levávamos a vida. E, nesse período, fosse com um silêncio, um sorriso ou várias ideias ou projetos, sabíamos que todo o grupo estava envolvido. Talvez um instante único em que nove, dez ou 11 pessoas conseguiam assim interagir. E isso contagiava as pessoas ao redor, fossem aquelas que trabalhavam diretamente conosco ou mesmo por parte do público que, mobilizados digitalmente, nos levaram a João Pessoa (PB) ou à vitória no Prêmio Multishow (2010).

Era incrível! E, hoje, digo que essa coletividade, de fato, existiu naquele ciclo. De alguma maneira, posso afirmar que não tivemos a mesma energia nos anos que seguiram até a pausa nas atividades. E, naturalmente, por esta razão, acredito que não estejamos juntos fisicamente agora. Mas, a cada dia, carrego algumas lições desse período. Certamente, são elas que me fazem acreditar numa educação transformadora hoje.

 

 

Complexo de Homer Simpson

Prazer em dirigir o Mobília II.
Prazer em dirigir o Mobília II.

Este é o espaço para exercitar o complexo de Homer Simpson. Desde meus primeiros acessos a conteúdos sobre Os Simpsons na Internet (e, 1996), de onde eu baixava algumas imagens e sons (sequências de “d´ohs”, diálogos e partes de músicas, como Baby on Board), as pessoas listavam os “empregos” de Homer.

Astronauta da NASA, professor, caminhoneiro e até inspetor da Usina Nuclear de Springfield… são centenas de atividades que ele exerceu! Tempos depois, descobri que eu sofria desse problema: querer fazer muitas coisas.

Por exemplo, posso dizer que em meu trabalho com a banda Móveis Coloniais de Acaju já fui vendedor, fotógrafo, motorista de van, motorista de ônibus e bilheteiro (para listar algumas atividades menos diretas). E, para diferentes áreas, podemos listar outros tantos afazeres. E isso torna tudo mais interessante…

E, neste espaço, exercito esse complexo de Homer… a música, a produção cultural, o empreendedorismo, a docência e os games permitirão tratar de vários assuntos interessantes (eu acho!).

Aos poucos chegarei a uma forma ideal…